Texto base: S. Mateus 28:18-20. (Versão João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada)
"18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.
19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos."
A maioria das mensagens elaboradas através deste texto versam sobre aspectos proféticos, históricos, promessas, salvação, etc.
Hoje, faremos uma abordagem diferente: sob a ótica da família.
Os discípulos tinham grande prazer em estar com Jesus porque Ele reunia uma série de qualidades que todos almejamos em nossos pais: Amigo, Companheiro, Conselheiro, Professor, Protetor, etc.
O primeiro verbo explícito que identificamos está no verso 18: "aproximação". Se o pai não estiver próximo do(s) seu(s) filho(s) provavelmente irá perdê-lo(s). Daí a imensa importância em alicerçar e ampliar os laços de amor e amizade entre eles desde cedo. O diálogo no lar é fundamental e indispensável. Um lar em que se ouvem mais as vozes dos atores da Tv do que dos próprios membros da família é um retrato clássico de que a mesma não tem um sólido alicerce espiritual.
A maioria dos jovens gostam de andar em grupos porque é uma forma de se sentirem protegidos. Infelizmente, ainda existem pais que apoiam o seguinte pensamento: "se o meu filho tiver comida, roupa, cama e estudo a minha missão estará cumprida!"
Cristo não tinha idade para ser "Pai" de nenhum dos 12 discípulos, mas eles se sentiam como se fossem seus filhos.
Ainda no verso 18 Cristo diz: "Toda a autoridade me foi dada...". Isso significa que a autoridade de Cristo é perpétua.
Autoridade é outra palavra que tem perdido o sentido na maioria dos lares. Muitos filhos querem competir com seus pais, outros ainda querem ser iguais a eles. O respeito quase já não existe mais.
Antigamente, bastava apenas um único olhar para o filho e o mesmo já entendia o que o seu pai queria dizer com aquilo (alegria ou insatisfação). São raras as famílias que a ainda cultivam o ato de pedir a benção aos seus pais e avós quando os visitam ou quando vão dormir.
Hoje em dia, um menino de 13, 14 anos de idade quando quer sair à noite diz simplesmente ao pai: "Velho, tô saindo. Fuuuuiiiiiii".
A autoridade dos pais é semelhante a de Cristo. Ela nunca se extinguirá! Os pais têm uma árdua missão em deixar isso bem claro na maioria dos lares.
A clássica cena de uma mãe fazendo compras com o seu filho no supermercado ou no shopping ilustra muito bem isso. A criança vê um biscoito ou brinquedo que deseja e pede à mãe. Ela diz que está com pouco dinheiro e tem prioridade na compra de outras coisas. A criança começa a rolar no chão, gritar, espernear. A mãe envergonhada compra o que a criança pediu, aponta o dedo para ela e diz: "Quando você chegar em casa, eu vou contar tudo ao seu pai".
Presenciamos nesta cena dois erros comuns:
a) A submissão da mãe ao atender o desejo do filho, e
b) A transferência de autoridade (quando ela diz à criança que vai contar ao pai dela).
Cristo sabia o momento para conversar e também para advertir.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
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